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Deram os seus primeiros passos no final do século XIX e assentavam o seu modo de funcionamento no serviço de almoços e jantares. No fundo podemos defini-las como uma mistura típica da taberna com um restaurante de petiscos, onde eram servidas ao longo do dia, para além dos referidos almoços e jantares, refeições mais ou menos ligeiras bem acompanhadas e vinho ou cerveja.
Na Malveira a grande percursora das Casas de Pasto chamava-se Mariana dos Santos. Em 1890, Mariana do Café, como por todos conhecida, abre nesta terra, juntamente com seu marido Zeferino da Silva Vitorino, a primeira casa de venda de comida ao público. Tinha vinhos, comidas e até dormidas (foi também a primeira pensão na Malveira) e para sempre ficou conhecida como a Casa de Pasto da Ti Mariana do Café.
No início do século XX, coincidindo com a inauguração da primeira praça de touros da Malveira, grandes nomes do toureiro equestre por ali passaram, assim como campinos, grupos de forcados e gente importante ligada ao meio tauromáquico (até oriunda de Espanha), tornando a Ti Mariana do Café conhecida um pouco por todo o país. Os seus petiscos eram famosos (particularmente a tradicional mão de vaca e o borrego assado), assim como os animados bailaricos saloios (com cantigas ao desafio) que inevitavelmente aconteciam todas as quintas-feiras (o dia da Feira) e as concorridas sessões de fado.
Foram entretanto surgindo outras Casas de Pasto que formavam em conjunto uma fonte de tradição viva, ponto de encontro de uma certa cultura regional aliada a um evidente progresso sócio-económico.
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