 |
|
|
 |
|
Malveira, terra saloia
Na Malveira, como em todos os lugares com história, as tradições são um elemento fulcral da identidade do seu povo, são o ponto de união das pessoas à volta da sua terra, dos seus costumes. Com mais de seis séculos de existência, aqui subsiste uma memória colectiva que se foi alterando ao longo dos tempos sem, no entanto, perder totalmente a respectiva identidade, precisamente por causa de um conjunto de tradições que se vão mantendo e fazendo prevalecer essa tão característica alma saloia.
Nascida das terras de Casal da Malveira, Malveira assumiu este nome no já longínquo ano de 1363. Está inserida numa região tradicionalmente agrícola, de terrenos férteis, que durante muitos anos abasteceu a região de Lisboa dos mais frescos produtos da terra e do rio. Foi também um importante centro de comunicações rodoviárias e ferroviárias. A estes importantes factos sócio-económicos não é alheio o seu famoso mercado semanal, conhecido por “feira da Malveira”, destinava-se originalmente ao abastecimento de gado para consumo da população da grande Lisboa, mas traz hoje inúmeros visitantes que podem encontrar os mais diversos artigos (no entanto, a forte tradição agrícola prevalece, sendo os produtos com ela relacionados alvo de maior cobiça).
A feira é, deste modo, um dos “postais” mais emblemáticos da Malveira e uma das suas tradições mais conhecidas, no entanto, outras tradições se implantaram por estas bandas (algumas delas impulsionadas, de uma forma ou de outra, pela própria existência da feira). Desde a tourada (ligada ela própria ao mercado do gado) à doçaria típica (as trouxas, os parrameiros), desde as Casa de Pasto (das primeiras do pais) à procissão em honra de Nossa Senhora dos Remédios, passando até pelo desporto onde o ciclismo emerge como referência histórica. São nestes conceitos tradicionais, marcadamente de cariz popular, que mora o sustento da identidade desta terra, alimentando nas suas gentes um inequívoco sentimento de pertença.
|
     |
|
|
|
|
|