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Em tempos idos o latoeiro era um ofício apetecível por estas bandas, hoje é quase uma arte esquecida, ultrapassa pelo progresso e o avanço tecnológico.
Antigamente, e raramente ainda no presente, os objectos feitos pelo latoeiro eram dirigidos principalmente à vida rural e às actividades a ela inerentes. Estes utensílios, feitos a partir de vários materiais como a folha de zinco, a folha-de-flandres, eram muito populares pela sua utilidade. Hoje em dia ainda há quem os faça para responder às necessidades (ou gostos) de uma pequena faixa da população que não prescinde desta tradição na sua actividade e dia-a-dia (apesar da implantação dos plásticos, da produção em série, a da perda de funcionalidade de alguns desses objectos).
O Objecto de latoaria tem um processo de fabrico simples (riscagem, corte a partir do molde, vincos e dobragem, bate chapa e soldadura) que no entanto requer do artesão grande habilidade manual (mais que propriamente a utilização de recursos técnicos ou ferramentas complexas).
O latoeiro recorria basicamente a um reduzido número de ferramentas: a tesoura corta chapa; o maço de madeira para bater a folha; a bigorna e a máquina de dobragem. Desta mistura de arte e paciência nasciam as candeias, os candeeiros, as lanternas, os regadores, o funil para enchidos, a marmita para a comida, o cântaro para a água, os baldes, as bilhas para o azeite e para o leite, o funil para o vinho, as unhas para as vindimas, os canecos, etc. (destes objectos, alguns ainda subsistem como fazendo parte da vida rural, nomeadamente as candeias e as lanternas).
Pela Malveira ainda podemos encontrar dois latoeiros que trabalham dia-a-dia, resistindo à modernidade e procurando satisfazer os pedidos de alguns saloios (especialmente pequenos agricultores) que não prescindem do uso de alguns destes utensílios, virando-se igualmente para a alternativa do fabrico de peças de ornamentação (o artesanato de miniaturas, réplicas dos objectos originais).
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