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Um tanoeiro é um fabricante de tonéis, pipas, barris, ou tudo o que está ligado à madeira tendo de a moldar, torcer, dobrar, arredondar. Sendo esta uma região agrícola e também de tradição vinícola (particularmente de pequenos produtores), houve tempos em que não havia adega que não precisasse da mão de tanoeiro, mas hoje as coisas são diferentes, o metal resolve quase tudo (ou o tijolo, revestido a cimento) e em muitos casos o vidro substitui a madeira (no entanto, quem quiser produzir vinhos e aguardentes, não só em quantidade mas em qualidade, terá de o fazer em madeira, nessa parceria quase ancestral entre o trabalho do Homem e a dádiva da Natureza).
O suporte desta actividade artesanal deveu-se precisamente ao desenvolvimento do comércio e da cultura vinícola pois os artefactos produzidos eram essencialmente direccionados para a colheita, tratamento e transporte de vinho.
Inicialmente a matéria-prima mais utilizado pelos tanoeiros era normalmente a madeira de castanho ou de carvalho (ainda hoje considerada a mais segura, rija, e de melhor conservação), no entanto, o uso de outras espécies foi-se implantando ao longo do tempo (como o mogno, o acácio ou o eucalipto). Após um longo período de secagem (cerca de 4 anos), o mestre tanoeiro trabalhava a madeira, dando-lhe a forma adequada (de aduela) e dando início a um conjunto de trabalhosos procedimentos até se chegar ao produto final.
Actualmente ainda se podem encontrar alguns típicos tanoeiros que se dedicam ao fabrico de peças, normalmente em tamanho reduzido e com objectivos decorativos, segundo as formas tradicionais.
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