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Surgiu por estas paragens, de uma forma mais enraizada, em simultâneo com a implantação da Feira da Malveira (que era, inicialmente, nos seu primeiros tempos, basicamente uma feira de gado) e foi figura de grande importância para o desenvolvimento económico desta região.
Era normalmente um homem estatuto e conhecedor das características dos animais que negociava. Andava de feira em feira, de porta em porta ou pelos campos onde a “mercadoria” pastava, sempre na procura da melhor rês e consequente futuro bom negócio. Muitas vezes, entre copos nas tabernas ou casas de pasto, travava conhecimento com agricultores e pequenos criadores de gado já anteriormente “visado” para lançar bases de futuras compras, vendas ou trocas. A regra destes negócios era a palavra de homem para homem (o que muitas vezes gerava fortes discussões e até “bulhas”, quando terceiros se tentavam intrometer nos “acordos” celebrados).
Muitos destes negociantes misturavam-se (ou até estavam ligados) com gente ligada à tauromaquia e frequentavam os mesmos pontos de encontro (as já referidas Casas de Pasto, particularmente a Casa de Pasto da Ti Mariana do Café).
O seu meio natural era no entanto a nossa Feira que durante muitos anos foi o principal mercado abastecedor de gado de Lisboa e, embora o gado bovino fosse a “fruto” mais apetecido por estes homens, não descuravam obviamente outros bons negócios com cabritos, borregos, cabras e etc…
Negociar gado continua a ser uma actividade presente na região, no entanto, e obviamente, o “negociante de gado” foi perdendo a sua tipicidade e, hoje em dia, esta actividade processa-se logicamente noutros moldes (embora mantenha ainda um certos hábitos de regateio).
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