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Terra onde o comércio de gado é, desde há muito, uma actividade enraizada e muito ligada aos costumes locais, há também tradição numa profissão que está intimamente ligada a esta actividade, o cortador de carne.
Numa feira que, inicialmente, vivia muito deste seu mercado de gado, o corte e venda de carnes expandia-se paralelamente ao próprio crescimento do negócio de compra e vendas de animais (recorde-se que a feira da Malveira foi durante muito tempo a principal fonte de abastecimento de “carne” da zona da grande Lisboa). Surge então a figura do cortador, que desmanchava e preparava as peças para vender a retalho, assegurando deste modo o normal abastecimento da população, assim como do comércio ligado à alimentação (casas de pasto).
Os cortadores exerciam a seu ofício nos antigos açougues (hoje designados por talhos), onde por vezes o gado também era abatido, espalhados pelas zonas circundantes à Feira. A fama da boa carne cedo se espalhou por toda a região saloia (e não só) e muitos vinham de longe para levarem consigo uma boa “aviada” dos açougues da Malveira.
Hoje em dia, existem alguns talhos espalhados pela vila, muitos deles com tradições familiares que remontam às gerações mais antigas (passavam de pai para filho), onde a figura do cortador do açougue foi substituída pela imagem de um homem de bata impecavelmente branca, debruçado sobre a bancada de pedra sobre a qual empunha uma faca de lâmina larga para cortar com toda a precisão da sua arte suculentos bifes ou costeletas de uma bem escolhida peça de carne.
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